Treinamento  esperto no calor.


O corredor costuma sair para treinar sem checar e entender as condições climáticas que seu organismo vai ser exposto. Quando o clima é checado o foco fica na temperatura mas a umidade relativa do ar é ignorada. A leitura climática se torna mais produtiva para o corredor quando pelo menos a relação temperatura e umidade são entendidas. Tem corredor que ainda utiliza aquela estratégia suicida dos anos 80: "minha prova principal é no calor então para se adaptar vou treinar também no calor". Aqui merece um novo post. Treinamento constante sob temperatura(alta) e umidade (baixa ou alta) nas Z-3 e Z-4, veja a tabela, pode minar seu organismo; prejudicando a saúde e limitando a qualidade do treinamento. A situação se agrava quando a origem deste cenário é confundida com a falta de rodagem, pois, não entendendo a linguagem climática o corredor aumenta a rodagem semanal e com isso facilita o risco de contrair a Síndrome do Excesso de Treinamento. Baseado neste cenário o risco de se obter um resultado frustrante na prova principal aumenta consideravelmente. Muitos já 'quebram' nos treinos e são forçados a ficarem fora da competição.

No Brasil, durante o ano, o clima agressivo costuma ser predominante. O corredor pode tentar amenizar este impacto executando algumas ações:

1) criar uma estratégia de hidratação e reposição de bebidas eletrolíticas de acordo com sua taxa de transpiração e peso;

2) monitorar periodicamente a composição corporal;

3) se o ar estiver muito seco aplicar soro fisiológico nas narinas;

4) escolher horários menos agressivos para treinar;

5) fazer os ajustes necessários do ritmo e da rodagem diária de acordo com o clima, veja a tabela.

Parece ser simples mas essas ações exigem conhecimentos específicos da área de fisiologia do exercício e devem ser prescritas e acompanhadas por um profissional da área de nutrição esportiva e um treinador com registro ativo no CREF.

#calor

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Sylvio de Magalhães Padilha

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